domingo, 21 de outubro de 2007

Lançamento na Cia. de Leitura é cancelado


Por motivos além do nosso controle, o coquetel de lançamento na Cia. de Leitura previsto para o dia 27/10 no local e datas aqui postadas, foi CANCELADO. Peço desculpas a todos pelo inconveniente. Aguardem informações e mais detalhes, neste mesmo blog, sobre o novo local de lançamento.

sábado, 29 de setembro de 2007

Confirmado!


Foi confirmada a data para a noite de autógrafos do lançamento de "Terrores Noturnos": será dia 27/10 mesmo, sábado, na Cia. de Leitura (Av. Dr. Vieira de Carvalho, 160, São Paulo, SP; tels.: 3361-6151 e 3361-6480. Site www.ciadeleitura.com.br), a partir das 19:00 hs. Lembrando que todos aqueles interessados em ir devem mandar um e-mail para fernandoromano80@yahoo.com.br com nome completo (inclusive de acompanhante(s), caso queiram levar) e um telefone de contato para incluí-los na lista de convidados. Espero todos lá!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Coquetel de Lançamento!


Após longo e tenebroso inverno, Caros Leitores, volto dos mortos para avisá-los que o Coquetel de Lançamento do "Terrores Noturnos" já está em fase final de preparação, e será realizado no final de outubro, perto do Halloween, na Cia. de Leitura, no centro de SP (endereço completo mais abaixo). A data, que ainda necessita de confirmação, será no dia 26 (uma sexta-feira) ou no dia 27 (um sábado) - no máximo em começos de novembro. Adianto aos Caros Leitores que, desde já, todos estão convidados para essa grande confraternização do Terror, mas devem enviar um e-mail para fernandoromano80@yahoo.com.br, com o nome completo (inclusive o nome de outra(s) pessoa(s), se quiser levar) e telefone de contato para que eu possa incluí-los na lista de convidados. Em caso de dúvidas, esclareço por esse e-mail mesmo. Visitem regularmente o blog para mais informações.

Companhia de Leitura

Av Dr Vieira de Carvalho 160

São Paulo SP 01210010

11 3361 6151 11 3361 6480

www.ciadeleitura.com.br

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

"Terrores Noturnos" na Livraria Cultura!


Caros leitores, o livro já está disponível na Livraria Cultura! Custa R$ 17,90 e pode ser encontrado aqui (para compras via internet). Ou então acesse o site www.livrariacultura.com.br, vá na busca por título e digite Terrores Noturnos. Compre antes que acabe!

Endereços:

São Paulo/SP:

Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073, Térreo. Tel.: (11) 3170-4033

Shopping Villa Lobos - Av. Nações Unidas, 4777. Tel.: (11) 3024-3599

Market Place Shopping Center - Av. Dr. Chucri Zaidan, 902. Tel.: (11) 3474-4033

Porto Alegre/RS:

Bourbon Shopping Country - Av. Túlio de Rose, 80 - Loja 302. Tel.: (51) 3028-4033.

Recife/PE:

Paço Alfândega - R. Madre de Deus, s/n. Tel.: (81) 2102-4033.

Brasília/DF:

Casapark Shopping Center -
SGCV - Sul, Lote 22, Loja 4-A, Zona Industrial, Guará.
Tel.: (61) 3410-4033.



Horário de Funcionamento da Livraria Cultura do Conj. Nacional:

Segunda a Sábado - 9h às 22h
Domingos e Feriados - 12h às 20h


Demais lojas:

Segunda a Sábado - 10h às 22h
Domingos e Feriados - 14h às 20h

e-mail:
livros@livrariacultura.com.br

Corram, comprem!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Trecho do conto "Eu Fui Um Monstro Adolescente"


"Patrícia disse essa frase num tom de blague, de ironia, mas então Patrícia viu. Patrícia viu a modificação no rosto da sua irmã -– de repente Carolina estava parada, olhando para ela com
o semblante triste; num outro momento sua cara começou a se retorcer toda, sozinha, a mexer de cima para baixo e para os lados, por dentro da face, como se houvesse enormes insetos
rastejando por debaixo da pele, fazendo protuberâncias que se mexiam. Mas não eram insetos; era a própria pele de Carolina que se retorcia tentando se adaptar em poucos segundos à sua
nova-antiga realidade. Seus olhos viraram, mostrando o branco e repentinamente caíram para dentro do crânio, como se neste houvesse um buraco onde o olho pudesse fazer aquilo livremente. O fato é que os olhos caíram para dentro e sumiram. Rugas imensas, entremeadas com estranhos pêlos, que pareciam ásperos e pontudos, começaram a aparecer por toda a sua testa, e, por que não dizer, por todo o seu corpo também. Seu lindo cabelo loiro caía da testa e do couro cabeludo. Ao ver isso Patrícia pensou que parecia que estava a ver um velho em acelerado
processo de decomposição. Suas narinas e sua boca repuxaram para os lados da orelha, que também estava se espremendo, num terrível esgar, e Patrícia percebeu que a verdadeira face do mutante estava tentando sair, e isso dependia daquele tremendo esforço que sua irmã estava fazendo. Quando a cara de Carolina ficou enrugada e sem olhos, apenas com o buraco preto, uma
espécie de tromba pegajosa, parecida com a boca de uma lampreia ou a de um verme asqueroso, começou a inflar no meio da sua face. A nova “boca” abriu-se aos poucos, e Patrícia viu lá dentro uma baba verde e gosmenta, nada lembrando o líquido comum de uma saliva humana. Suas costas começaram a arquear, como se exatamente naquele momento Carolina tivesse ficado
corcunda, o que dava uma aparência ainda maior à protuberância no centro de sua face, que já estava grande. E a transformação continuou no resto do corpo: seus braços começaram a encolher para dentro do tronco, como se Carolina estivesse contando uma piada de alguém sem braços, e eles encolheram e ficaram parecidos com os de um tyranossauro rex, inúteis. Sua roupa
estava se rasgando devido às imensas rugas que a pele do ser extraterrestre deixavam ao sair, uma pele verde, sebosa, espalhada. Os fiapos de pano e tecido caíam no chão. O tronco de Carolina começou a crescer para os lados, e seus pés e pernas foram fundindo-se até ficarem uma coisa só, um órgão só. Primeiro, os pés iam ficando achatados, como que amassados
por poderoso martelo; depois, as unhas caíam (ou melhor, pulavam para fora da antiga-nova pele) e juntavam-se então com um ruído realmente nojento. A mesma coisa com suas pernas e
joelhos, que se uniram e esparramaram as enormes rugas com os pêlos ásperos para fora para manter o equilíbrio da coisa.

Por fim, a cara dela inteira foi se espremendo para dentro e depois desapareceu, ficando só a “tromba” com os dentes afiados, sem olhos, sem nariz, sem braços e pernas, sem nenhuma aparência de ser humano, um verme que se mexia em movimentos espasmódicos e irrequietos, desacostumados com o ambiente. Seu corpo era o de um bizarro tronco de árvore que não fora adaptado para andar neste planeta."

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Trecho do conto "A Capela Maldita"


"Era uma aberração.

Na parede, uma imensa cruz de madeira, invertida, indicava a Igreja de Satã; no altar, havia um livro aberto, um pires cheio de sangue e, em cima deste, o crânio de um carneiro, com aqueles
longos chifres recurvados.

!!!SAIA DAQUI!!! Gritou a sua mente.

Com isso Eduardo acordou de seu estupor. Parecia que estava petrificado, mas, ao invés de dar as costas e sair, começou a subir lentamente os degraus do altar.

Enquanto subia, o ar ia ficando mais e mais pesado; Eduardo quase podia sentir uma vibração surda no ar.

Foi até o livro aberto. O livro era antigo, muito antigo; era de uma época em que as pirâmides ainda não haviam sido inventadas, nem os dinossauros existiam; duma época em que o mundo ainda era jovem, e a Terra flutuava solta no espaço como uma bola de gás. Mas que não obstante a coisa ou o ser que havia escrito isso já existia.

Era escrito num antigo pergaminho, que, ao ser tocado, virava farelo; em latim ou caracteres rúnicos, ou numa língua morta de uma época também morta.

De repente, aquela porta, aquela pesada porta de madeira, que tanto custara para abrir, fechou-se de uma vez, com um estrondo: Blam! Parecia feita de paina, e nenhum vento soprara
para fechá-la. Aliás, que vento conseguiria fechar aquela porta?

Foi então que Eduardo compreendeu mais uma vez que estava ferrado, mas que desta vez estava ferrado mesmo. O que deveria ser um fantástico fim-de-semana havia se transformado no seu pior pesadelo. Primeiro, se perdera. Depois, o que ele fazia ali, dentro de uma igreja profana, lendo um livro maldito com uma cabeça de carneiro do lado, com um pires cheio de sangue? Tinha se convidado para o seu próprio funeral."

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Trecho do conto "Duelo Suburbano"


"No fim de uma rua qualquer, sob um poste de luz, avistavam-se indistintamente quatro pessoas. Duas estavam andando lentamente, para lá e para cá, no meio da rua (que estava absolutamente vazia, de carros e de gente, exceto por aquelas pessoas) e duas estavam sentadas.

A figura sombria e soturna do homem do acerto de contas avançava para seu destino, que era matar ou morrer, ainda com as mãos nos bolsos. Um nevoeiro noturno, saído não se sabe de
onde, começou a tomar a rua, espesso como um matagal, a princípio raso, depois subindo e coleando lentamente. O homem do acerto de contas saiu da calçada e foi para o meio-fio. À meia-distância, um observador indiferente diria que tanto as quatro pessoas no fim da rua como o homem do acerto de contas ainda estavam indistintas.

À medida que a figura do homem do acerto de contas foi se aproximando, as duas pessoas que estavam sentadas levantaram-se, mas tomaram rumos opostos. Uma foi para trás, e a outra se
juntou às outras duas, que, ao verem o homem do acerto de contas, pararam de andar displicentemente de um lado para o outro e ficaram paradas no meio da rua, olhando e esperando por ele. O vento frio estremeceu o homem do acerto de contas, e ele parou. Enfim, tirou lentamente seu revólver calibre 45 do bolso."